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Mostrando postagens com o rótulo Reflexão

In dubio pro me

Uma das experiências que me oportunizaram aprendizagem foi exercer a função de jurado do conselho de sentença, por diversas vezes, no Tribunal do Júri. Aí incluo o zelo do Ministério Público pela justiça, a ampla defesa e o contraditório, tão bem explanados por advogados, e até a dosimetria de pena aplicada pelo juiz-presidente. Tudo isso me ensinou algo. Num volume exaustivo de informações, o grande problema é selecionar e checar o que, de fato, é conhecimento, e pode ser validado como prática. Imagem: pessoa com dúvidas - ilustração - Fonte: Imagens Livres Não tenho o conhecimento teórico e o saber aplicado atinentes aos profissionais desta área. Mas uma noção ou outra aqui e ali aprendida tem, por extensão, iluminado minha consciência. Mas o que tem isso a ver com distanciamento ou isolamento social, o usar máscara e o ficar em casa, como medida preventiva do coronavírus e da Covid-19? Tem a ver com a dúvida, com o excesso de informação e com esse estado atônito, no qual estamos...

Ver e crer: reflexões para um novo olhar

Desde que nascemos, as imagens “invadem as áreas mais íntimas de nossa vida com uma brutalidade e ferocidade imperdoáveis”, conforme nos diz o cineasta Wim Wenders. As imagens do marketing e da mídia (o tão falado 4º poder), as imagens que desenhamos em nossa mente de seres/pessoas ideais, as imagens artístico-visuais, o barateamento imagético do sofrimento e da pornografia e outras tantas que pululam nosso dia a dia são exemplos clássicos da importância do visual e imagético em nossas vidas. Em tempos de isolamento social, este recurso tem sido altamente ingerido em  lives , chamadas, propagandas, serviços de  streaming  em diversas plataformas, tudo para aproximar o olhar de quem está distante, já que o momento nos impossibilita do contato físico.  Pensando neste momento em que nossas teorias, filosofias e certezas cristalizadas andam tão desarmadas por um lado, mas por outro abrandadas por instrumentos audiovisuais, é que escrevi o poema intitulado “uma noite ...

Quarentena III

O tempo da gente é o hoje. Agora!. Estamos sempre preocupados em viver o amanhã sem transportar o transversal do hoje. O amanhã é o futuro, é o distante com a vaidade de uma visão que a nós conduzem sonhos e fantasias. O tempo da gente é o hoje. Agora!. Imagem: Pixabay cedida por  Shutterstock E se morrermos hoje? E se antes do galo cantar não chegar o amanhã? Estamos sempre ressuscitando nos acordes da vida o “ pleilister ” de um tempo para executarmos nas madrugadas do amanhã. E se morrer hoje, e o amanhã não chegar? E se o tempo encurtar em nós o amanhã? Filosofia? Ideologia? No trem das interrogações da vida, o amanhã é um estado em interrogações. Precisamos viver o hoje. Necessitamos namorar hoje. Faz-se necessário transar: hoje. É uma escalada de sentimentos. Porque o hoje é o que agente vive. Portanto, não importa o sabor das carambanjas e nem o perfume dos tamatás, e do que importa uma vasta visão do mar se não sabemos navegar?  Prazer - essência da vida...