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Ciência e Religião: uma convivência complexa e espinhosa

Ciência e religião é um tema extremamente complexo, espinhoso até. Há um grande dilema entre a ciência e fé, isso é histórico. Ou seja, essa discussão, muitas vezes nefasta, vem deste os albores da filosofia, intensificada durante o Renascimento, e, ainda hoje, no século XXI, persiste. O conhecimento científico, durante muito tempo, foi violentamente combatido pela igreja. Bibliotecas eram queimadas, por exemplo, a grande biblioteca de Alexandria foi destruída em 48 a.C. por um incêndio durante a guerra civil romana entre Pompeu e Júlio César , como forma de enfraquecer o oponente, provando que conhecimento é poder. Cientistas de renome como Galileu Galilei (1564-1642), físico, astrônomo e matemático italiano, teve que negar suas convicções científicas para escapar da fogueira, para não ser queimado vivo em praça pública. Giordano Bruno (1548-1600), matemático e filósofo, também italiano, foi queimado vivo porque defendia a Teoria Heliocêntrica e negava a natureza divina de J...

Quarentena II

Coronavírus ou Covid-19, seja lá qual for a denominação que atribuamos ao bichinho asiático da gripe, ele causa em nós transtornos e parir estado de pânico. Nos tempos de hoje: febre, dor de cabeça, tosse e falta de   ar são anomalias corporais que fazem o vizinho correr à janela, colocar a toalha de banho na cara e berrar: “salve-me Nossa Senhora da Graça, além de morfético o meu vizinho tá com coronavírus!”. Não é para rir, é para refletir. O mundo está doido e o trem não para ninguém descer. No advento das redes sociais o que não nos faltam são “médicos e terapeutas” de pornochanchadas, patenteados por palpiteiros de pasquim, discutindo formas e regras para isolar o bichinho voador   de olhos orientais. Por mais que você pense que o mundo seja uma graça, sempre ressuscitará na esquina da adivinhação a “doidice enfeitada de doida” bolinando o bom senso. Fala um daqui, grita um outro dali, mesmo com gestos de meiguice e doçura. Ainda assim, ante a tudo isso ...

Bodas de Cedro: amor quando é amor não definha...

“Não há nenhum segredo para encontrar a felicidade no casamento, mas valorizar as qualidades e não os defeitos pode ser um bom começo. ” (William Shakespeare) Meu bem! Hoje comemoramos “Bodas de cedro” com 36 anos de casados. Ainda que prisioneiros na caverna devido ao coronavírus, não irei deixar passar em branco esse momento especial da nossa vida. O cedro é uma árvore de grande porte que chega a grandes alturas – cerca de 25 metros – e, se caracteriza por ter um tronco firme com fortes e resistentes raízes que sustentam a vida a dois. É pouco tolerante à sombra, por isso prefere as posições onde existe sol total. Assim, representa a solidez de uma união que completa 36 anos. “O casamento é como uma longa viagem em um pequeno barco a remo, se um passageiro começar a balançar o barco, o outro terá que estabilizá-lo; caso contrário, os dois afundarão juntos. ” (Casados e Felizes) Minha querida hoje 19 de abril, dia do Índio, em que nos casamos, eu estava programado...

O retrato da Rua Grande

    “O passado não reconhece o seu lugar: está sempre presente...” (Mário Quintana)           Que cidade linda! Essa nossa cidade de São Luís parece outro lugar distante quando vista pelas  fotografias.  Sem a gente sofrida. Sem aprofundar a ferida. Oh, cidade maravilhosa berço magistral do verbo perfeito, da literatura, da arte, da magia, outrora  Atenas  Brasileira. Hoje apenas brasileira. Das ruas os paralelepípedos pedantes escapam e, sobram os buracos. Das belas fachadas dos Casarões e azulejos portugueses nascem ruínas e trepadeiras. Das antigas ladeiras permanecem o subir e o descer, sem a pompa e a beleza dos calçadões imperiais. Da cultura ainda subsistem o bumba-meu-boi, a quadrilha e o cacuriá...da tradição Maracanã,  Maioba, Ribamar, Rosário, São Simão e boi de Axixá. Do mar puro e natural sobram os dejetos dos humanos e animais a boiar. Da ilha de Upa...

Carta ao vento

“Às vezes ouço passar o vento; e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido. ” ( Fernando Pessoa ) Querido amigo vento peço desculpas caso cometa algum equívoco ou provocação na interpretação dos fatos que descrevo nesta carta, pelos questionamentos intempestivos, pelo tempo que permaneço dentro de casa nessa quarentena sem que possa receber o seu afago devido a pandemia do coronavírus e também pelo momento inoportuno para escrever esta carta, mas gostaria de compartilhar com você o que se passa na “Terra Brasilis” do samba e do pandeiro de onde escrevo e sou sobrevivente, graças a Deus. Camarada confidencio a você que traz a brisa do oceano, o frescor, a rajada, o sopro e a ventania que chegou em nosso planeta Terra um tal coronavírus que está desgraçando com a vida dos pobres e ricos. Os governantes desorientados estão mandando todas as pessoas ficarem em suas casas, pararam as indústrias, as empresas, os comércios, até os camelôs, vendas de esquina e beira da rua....