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Organize seu mundo agora

Hoje, acordei com um sentimento que tocava a alma. Durante dias de uma quarentena necessária, vários questionamentos foram feitos e quase todos sem respostas prontas. Sou eu um eterno questionador da vida e de suas mudanças inesperadas.  Mas tudo mudou tão rápido que não tive tempo de arrumar a cama, de ver o gato mudar de posição quando dormia; não vi também quando o sol mudou e deixou de entrar pela janela.  Organização pessoal. Imagem: Pixabay patrocinada por Shutterstock  Realmente, não estava preparado! Adaptar-se era a única coisa a ser feita. Estava um tanto confuso e adaptação parecia não fazer sentido. Queria ver o gato mudar de posição; arrumar a cama ou ver o sol entrar por brechas da janela; martirizando-me por não compreender tais situações da vida.   Mas são necessárias mudanças. Consegui entrar em consenso comigo mesmo, pois situações terrenas são constantes e de fácil adaptação. Porém, era necessário aprender a cuidar-me por dentro, a aderir a novas e...

O conto do plágio

Por José Carlos Castro Sanches   “Para um bom entendedor meio plágio basta. ”  (Willian Steffler) Desde jovem tenho predileção pelas letras, amo e cultivo a leitura e a escrita. Tenho a literatura como hobby e um prazer imensurável de escrever. Me debruço sobre a agenda, um pedaço de papel, guardanapo, papelão, com a minha caneta, ou sobre o teclado do meu computador para produzir crônicas, poemas, contos ou textos sobre temas universais diversos, entre outras publicações em verso e prosa. Isso faz bem para o meu corpo e intelecto. Eu, amo escrever! Escrever é liberdade! Tenho visão de águia e a impressionante capacidade de reparar na mais pequena das nuances e dos detalhes, além de uma extrema facilidade para transformar pensamentos em páginas escritas, o que considero um dom de Deus. É através da escrita que libero o meu pensamento e compartilho as ideias com os leitores, que com o passar do tempo foram se tornando cativos apreciadores do meu trabalho. Hoje tenh...

In dubio pro me

Uma das experiências que me oportunizaram aprendizagem foi exercer a função de jurado do conselho de sentença, por diversas vezes, no Tribunal do Júri. Aí incluo o zelo do Ministério Público pela justiça, a ampla defesa e o contraditório, tão bem explanados por advogados, e até a dosimetria de pena aplicada pelo juiz-presidente. Tudo isso me ensinou algo. Num volume exaustivo de informações, o grande problema é selecionar e checar o que, de fato, é conhecimento, e pode ser validado como prática. Imagem: pessoa com dúvidas - ilustração - Fonte: Imagens Livres Não tenho o conhecimento teórico e o saber aplicado atinentes aos profissionais desta área. Mas uma noção ou outra aqui e ali aprendida tem, por extensão, iluminado minha consciência. Mas o que tem isso a ver com distanciamento ou isolamento social, o usar máscara e o ficar em casa, como medida preventiva do coronavírus e da Covid-19? Tem a ver com a dúvida, com o excesso de informação e com esse estado atônito, no qual estamos...

A eternidade de um minuto

Por José Carlos Castro Sanches Queridos amigos leitores e apreciadores da literatura estou aproveitando o ócio criativo “Prisioneiro na Caverna”, em razão da pandemia, para escrever e publicar novas crônicas, contos, poemas et cetera. Já escrevi mais de três dúzias nesse período. Também estou experimentando novas possibilidades. Deixar a barba crescer para visualizar o mundo, a mim mesmo e as pessoas com um olhar de “Troglodita” na era da informação e ousar fazer o que nunca fiz antes, por exemplo: produzir sozinho um vídeo lendo o poema inédito “26 de março” do meu livro “Gotas de Esperança”. Não levem a sério essa produção é apenas um treino de um ator amador para as futuras vitórias nos campeonatos de “Vídeos da Vida”. Divirtam-se com a seriedade do autor que se fez ator por pouco mais de um minuto, que pareceu uma eternidade “A eternidade de um minuto”. É mais fácil escrever que encenar. Ser escritor que ator. Assim eu avalio com visão na minha vivência. É preciso treinar, ...

Minha angústia

Imagem: Illustration Forest / Shutterstock.com À noite, de mim junto os pedaços, ligando-me pela longa fadiga, há uma perseverança sofrida e pagã.   Vorazmente calada, mastigo o pão amassado pelo inimigo, entranhado em mim a angústia. Reporto-me à porta da rua, olhar o céu estrelado e a lua ainda é espetáculo que, em pensamentos, nos faz viajar...   Adentro minha casa, estou agregada ao meu mundo particular há muitos dias. No momento, intrigada pelo existir da concupiscência de ser livre, quem sabe?   Apago as luzes, da oração eu faço a arma, ao Pai-Nosso, entrego-me…   E…  Dos meus olhos, águas salgadas, sinto-me forte e acolhida. Agora meu (interior) reverencia o Onipotente… Adormeço e minha angústia vai-se embora... Ana Baldêz Ana Dorisllanny de J. Baldêz, 30 anos, é natural de  Buriti-MA. Professora formada no Magistério e graduada em Letras Português/Inglês.  Residente em Arari há alguns anos, é apaixonada pelo lado cultu...

Simplicidade, sintonia da alma

Simplicidade, sintonia da alma (poema): Imagem: Site 42 frases Sempre é bom, Receber pessoas maravilhosas em nossas vidas, Não deixe o amor passar por você. Nunca se sabe quando teremos Outra oportunidade tão mágica e tão perfeita Quanto a sintonia das almas E os corações no mesmo compasso. Tudo é uma questão de tempo,  A vida é breve e limitada Viver, é uma experiência de amar e perdoar. A cada novo amanhecer, Encante-se mais com as cores E se perca no perfume das flores Tudo é uma questão de tempo, Porque nesta vida tudo é limitado menos o amor de Deus por nós. Sydenilson Santos Músico, compositor, escritor. Pedagogo (Ceersema), cursa o 6.º período de Licenciatura Plena em Música (UEMA). Tem 02 livros lançados "Caçador de Ilusão" e "Linhas de um Caderno Antigo", além de participação na coletânea poética Poesia Arariense  (2014). É regente  da Banda Sons e Acordes Educação Musical /Arari-MA.

Revisitando a história da Amazônia pré-colonial

  CAPA DA REVISTA NATIONAL GEOGRAPHIC DE MAIO/2010 Nesta terça-feira, 26 de maio do ano em curso, ano fatídico, por sinal, ao acordar de manhã, fui pegar um livro na minha simples estante para uma boa leitura matinal. Meu olhar, então, fitou na minha coleção de revistas da National Geographic. Esqueci o livro por instantes, e comecei a revisitar as minhas raridades. Deparei-me com uma edição de maio de 2010, que estampava na inconfundível capa de bordas amarelas a foto de um índio e a seguinte manchete: “BRASIL ANO 1000 – sim, o eldorado era aqui – a vida e a arte dos 5 milhões de habitantes da floresta amazônica” ( Imagem da capa da revista acima ). Já havia lido essa magnífica matéria há dez anos. De 2006 a 2015, fui assinante da National Geographic e, obviamente, li todas as edições durante a vigência da minha assinatura. Esse exemplar, por estampar essa grandiosa matéria, tornou-se um dos meus preferidos. Lembro da brilhante viagem que fiz pela história do nosso po...